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Ritual Sabrage

 

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Esta prática se popularizou na França napoleônica quando o exército visitava os domínios aristocráticos de propriedade do Império. O período é o que se segue à Revolução Francesa, e a espada era a arma por excelência da cavalaria leve do exército, os Ussardos. Vistas as numerosas vitórias alcançadas pelo exército, havia muitos festejos e comemorações, nos quais era hábito abrir as garrafas de Champagne de uma forma prática, utilizando algum utensílio de fácil manuseio e que estivesse ao alcance dos oficiais. Segundo conta a lenda, foi durante uma dessas comemorações que Napoleão proferiu a famosa frase “Champagne! Nas vitórias eu mereço; nas derrotas eu necessito! ”, incentivando assim o consumo e a prática.

Este hábito ficou tão comum no período napoleônico que a prática do ritual sabrage não ficou restrita apenas às comemorações militares.  Os funcionários civis também começaram a saudar desta forma as próprias promoções.

Hoje, o ritual sabrage é utilizado apenas em ocasiões especiais, como certas solenidades em locais luxuosos. Todavia, com um pouco de experiência e um mínimo de prática, é possível aprender a forma correta de executar esta espetacular técnica.

Apesar de ser uma arma propriamente dita, não está afiada, não chegando, portanto, a ser perigosa. O sabre para sommelier foi especialmente desenvolvido para a prática do Sabrage. Em algum modelo de sabre a lâmina é bastante curta, cerca de trinta centímetros, o que os faz parecer longas facas, enquanto em outros é mais longa. As lâminas estão totalmente cegas e sem ponta, a abertura se dá pelo impacto contra a saliência presente no pescoço da garrafa, em nada influindo a capacidade de corte.Em segundo lugar, é bom que a garrafa de Champagne, ou espumante, esteja bastante fria. Aconselha-se a manter a mesma por algumas horas na geladeira, ou em balde com gelo, por pelo menos uma hora.

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Transcorrido o tempo necessário para a garrafa esfriar, até o momento certo de sofrer o choque térmico ao levar o golpe de sabre, teremos que proceder com cautela e remover a cápsula prateada que cobre a gaiola de arame, por cima da rolha. Sempre com muita atenção, precisamos retirar também a gaiola, com todo cuidado para não estourar a rolha, submetida à elevada pressão pelo gás carbônico contido no vinho, cerca de 6 Bar. Nesta altura, procuraremos a solda presente no comprimento da garrafa. Para facilitarmos esta operação, podemos remover completamente a cápsula de proteção prateada.Em seguida, empunhando o sabre com uma mão e segurando firme a garrafa com a outra (manter nesse momento a garrafa levemente inclinada para cima), com os braços estendidos, fazemos escorregar a lamina do sabre ao longo da solda da garrafa até golpear com firmeza, porém sem excessiva força, a saliência no alto do pescoço, onde a rolha fica presa. Neste momento a tampa pulará para fora, levando junto o anel de vidro contra o qual desferimos o golpe. A pressão interna à garrafa vai se encarregar de expulsar qualquer resquício de vidro, impedindo, assim, que nas taças a serem servidas possa cair alguma desagradável surpresa.

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