Regiões Vinícolas

A região do Mediterrâneo é o berço do mundo vitícola, e, se encontramos hoje vinhos em todos os lugares, é em razão da forte predominância da cultura ocidental, proveniente da Antiguidade. Os vastos e florescentes vinhedos do Novo Mundo  das Américas, da África do Sul, da Austrália, da Nova Zelândia  foram plantados por europeus. Atualmente, na mesa dos amantes de vinho do mundo inteiro, os vinhos desses países, e muitos outros, estão lado a lado com os dos velhos vinhedos europeus.

O vinho não é apenas um prazer maravilhoso, às vezes sublime. Durante séculos, foi usado como medicamento, anestésico e anti-séptico. Em certas regiões, era também uma bebida menos perigosa que a água. Com a evolução dos modos de vida e a elevação do padrão de vida, hoje o consumidor exige e obtém mais qualidade que quantidade. Embora a França continue sendo o país de maior consumo de vinho por habitante.

Se o comércio do vinho ocorre em escala mundial, as idéias que ele inspira também viajam, e mais ainda os especialistas que a ele se dedicam. Os países do Novo Mundo são, há mais de um século, observadores atentos das tradições vitícolas européias. As novas indústrias vinícolas sempre estiveram atentas à Europa e souberam aproveitar o conhecimento e a capacidade de trabalho dos imigrantes, as informações técnicas e as referências dadas pelos vinhos importados. Desde os anos 1980, as trocas são feitas nos dois sentidos. Os viticultores franceses, surpresos pela explosão das vendas de vinhos do Novo Mundo em países onde a França sempre reinou, começaram a enviar seus filhos para fazerem estágios na Califórnia e na Austrália.

As grandes Vinícolas de Champagne investiram na compra de terras nessas regiões para nelas plantarem vinhas. A elite da região de Bordeaux seguiu o mesmo caminho: o barão Philippe de Rothschild se aliou a Robert Mondavi para produzir o Opus One, Moueix de Pomerol, Os Champagnes Roederer, Deutz, Mumm, Taittinger, e muitos outros se instalaram na Califórnia e às vezes também na Austrália e na Nova Zelândia. Apesar dessa nova concorrência, o prestígio e a qualidade dos vinhos franceses continuam a servir de referência. Será que os milhões de chineses serão, um dia, seduzidos pelo vinho? Em todo caso, sua produção já começou na China e também no Japão e na Índia. O mapa geográfico dos vinhos do mundo está em perpétua mutação.

A possibilidade de escolha é imensa como saber quais são os melhores vinhos? segundo cada região, dividida por sua vez em sub-regiões, dependendo do caso.

Muitos países do Novo Mundo se preocupam com um outro fator além do terroir. Basta dar uma olhada nos rótulos para reconhecer muitos nomes em francês: são as cepas, transplantadas para quase todos os países produtores. Os consumidores desses novos países adquiriram o hábito de dar ao vinho o nome da cepa Chardonnay ou Cabernet Sauvignon, por exemplo, indicam o estilo do vinho.

Os vinhedos do Novo Mundo possuem igualmente seus domínios e suas vinícolas, que se tornam indicadores de estilo e qualidade. As garantias são dadas, portanto, pelos nomes da cepa e do produtor presentes nos rótulos, mais do que pelo do terroir. Na Europa, a ênfase na proveniência dá uma indicação suplementar, mas não diferente, da qualidade do vinho. E no mundo inteiro os amantes de vinho habituaram-se a falar tanto do terroir como do produtor e da cepa.