Regiões Portuguesas Manual do Vinho

Safras Vintages de VINHO DO PORTO

 

Considerado por muitas pessoas como a joia portoda coroa dos vinhos do Porto, é o único Porto que amadurece em garrafa. Produzido a partir de uvas de um único ano e engarrafado dois a três anos após a vindima, evolui gradualmente durante 10 a 50 anos em garrafa. O encanto do Porto Vintage reside no facto de ser atrativo em praticamente todas as fases da sua vida em garrafa. Nos primeiros cinco anos mantém a intensidade rubi das cores originais, aromas exuberantes a frutos vermelhos e silvestres e o sabor do chocolate negro, tudo equilibrado por fortes taninos, que combinam na perfeição com sobremesas ricas de chocolate. Após dez anos – e para além de criar um depósito médio – desenvolve tons vermelho granada e atinge uma deliciosa plenitude de aromas e sabores a frutos maduros.
À medida que o vinho se aproxima da maturidade, a cor evolui para os tons âmbar ricos e a sua fruta adquire maior subtileza e complexidade e o seu depósito torna-se mais pesado.

  • 2011 – O Inverno foi chuvoso, principalmente em dezembro e a Primavera quente e seca. O Verão foi fresco e seco com duas exceções em finais de agosto, início de setembro. Setembro iniciou-se com temperatura amena, mas registou valores da temperatura máxima do ar acima da média Os vinhos apresentam uma boa cor profunda, aromas intensos com alguma elegância. Na boca são frescos (boa acidez) e estruturados. São vinhos com um caracter clássico de um bom ano Vintage mas com alguma fineza/polimento, augura-se por isso uma grande longevidade para estes vinhos. Se compararmos com os dois últimos anos declarados são menos elegantes mas mais potentes e estruturados dos que os 2007 e são menos rústicos do que os de 2003.
  • 2007 – Meses de Novembro e Fevereiro especialmente chuvosos, tendo voltado a ocorrer precipitação acima da média em Maio e sobretudo em Junho, principalmente no Douro Superior. Entre Maio e Agosto as temperaturas foram abaixo das médias, em particular no Douro Superior. Apesar de o ano vitícola ter principiado com doenças na vinha, as temperaturas amenas de Agosto e um Setembro seco e quente permitiram obter uvas equilibradas. Vinhos de excelente qualidade, elegantes, finos com estrutura e taninos aveludados. Maior declaração de Vintage até à data
  • 2003 – Inverno normal e chuvoso. Primavera seca. Temperaturas normais para a época excepto o final de Julho e inicio de Agosto (45º durante o dia e 30º à noite). Temperaturas anormalmente altas durante a vindima. Vinhos encorpados com taninos que lhes conferem bom potencial de envelhecimento. Qualidade excepcional.
  • 2000 – Inverno seco, com menos 15/40% de chuva. Fevereiro e Março quentes, chuva em Abril e Maio. Alguma chuva de Junho a Agosto. Maturação lenta: vindima atrasada duas semanas. Temperatura em Setembro a rondar os 40º. Vinhos de excelente qualidade, concentrados e apelativos desde novos, fruta muito evidente.
  • 1997 – Ano atípico. Inverno seco caracterizado por um mês de Fevereiro quente. Primavera chuvosa e o mês de Maio frio. Verão longo, quente e seco. Vinhos ricos em taninos, sendo alguns de excelente qualidade.
  • 1994 – Um Vintage «monumental», ainda mais intenso que o de 1992, com concentração de taninos e fruto. Segundo escreveu James Suckling, na revista americana Wine Spectator que, em 1997, atribuiu a classificação máxima (100 pontos) aos Vintage da Taylor e da Fonseca, e o primeiro lugar entre os cem melhores vinhos do ano, «Grandes Vintage Ports como os deste ano acontecem poucas vezes numa vida inteira». Declaração geral. Tempo excelente, vindimas em condições ideais, com uvas perfeitas.
  • 1992 – Vintage excepcional, com concentração de taninos e fruto.
  • 1991 – Vintage excelente, harmonioso e rico. Verão quente e seco, apenas com chuvas ligeiras no início de Setembro. Vindima em condições ideais.
  • 1989 – Verão muito quente. Vindima precoce, com condições climáticas ideais. Alguns vinhos excelentes
  • 1987 – Inverno e Primavera muito secos. Maturação lenta. Verão muito quente e seco. Vindima precoce, no início de Setembro. Não foi ano Vintage, devido à baixa produção. Poucas casas declararam, embora fossem feitos vários single-quinta. Vinhos muito finos e frutados.
  • 1985 – Vinhos de aroma muito fino. Qualidade excepcional. Um Vintage clássico, com aromas intensos e uma estrutura firme em frutado e taninos. Quase todas as empresas declararam. Tempo excelente. Início do Inverno frio, mas Fevereiro e Março quentes. Alguma chuva na Primavera e temperaturas normais até ao Verão. Junho muito quente, a que se seguiu um Verão normal. Vindima em condições perfeitas.
  • 1983 – Inverno seco e grande parte da Primavera chuvosa. Floração pobre em muitas vinhas. Ano anormalmente frio, incluindo o mês de Agosto. Setembro quente. Vindima tardia e perfeita. Alguns Vintage excepcionais. Algumas casas não declararam, porque optaram por declarar o ano anterior, embora o de 1983 seja considerado melhor por diversos enófilos. Rico em taninos, muito aromático e com grande capacidade de envelhecimento.
  • 1982 – Ano muito seco. Inverno frio. Boa floração. Verão muito quente. Uma das vindimas mais precoces. Fraca produção, mas boa qualidade, vinhos delicados e elegantes, com grande concentração de aromas. Muitas empresas declararam.
  • 1980 – O Inverno foi seco. A floração (pobre) decorreu com tempo chuvoso e frio, mas o Verão foi quente e seco, chovendo apenas em finais de Setembro, antes das vindimas. Qualidade excepcional, mas quantidade abaixo do normal. Vinhos retintos e frutados. Quase todas as empresas declararam.
  • 1978 – Após uma Primavera em que as condições climáticas foram muito más, um longo Verão quente propiciou alguns bons vinhos. São declarados dez Single Quinta Vintage, entre os quais o primeiro Vintage de produtor (Quinta do Infantado), engarrafado no Douro.
  • 1977 – Um Vintage clássico. Vinhos retintos e frutados, ricos em taninos, com grande capacidade de envelhecimento. Quase todas as empresas declararam. Frio e chuva nos primeiros meses do ano. Floração tardia e maturação lenta. Verão moderado. mas Setembro muito quente.
  • 1975 – Primeiro Vintage declarado depois da Revolução de Abril de 1974. Primeiro Vintage engarrafado totalmente em Portugal, por determinação legal. Depois de um Inverno chuvoso, ano quente e seco, em especial no Verão. Alguma chuva no início de Setembro, antes da vindima. Vindima tardia, no início de Outubro. Pequena produção. Quase todas as empresas declararam, embora poucos vinhos sejam excepcionais, revelando-se menos duráveis do que se esperava.
  • 1970 – Um Vintage de qualidade excepcional, com grande harmonia de fruto e taninos, assegurando grande longevidade. Quase todas as empresas declararam. Choveu muito em Janeiro e Fevereiro, seguindo-se um mês de Março frio e seco. O tempo tornou-se quente a partir de Abril, favorecendo uma boa floração e amadurecimento das uvas. Choveu em Agosto e no início de Setembro, mas a vindima decorreu com tempo seco e muito calor, atingindo em certas zonas os 45¨C. Vinhos muito maduros.
  • 1967 – Ano anormalmente frio no início do Inverno, com temperaturas a descerem abaixo dos 0° C. Floração tardia e escassa. Verão quente, com algumas trovoadas. Vindima tardia, em boas condições. Apareceram alguns vinhos excelentes, doces e frutados, declarados por um pequeno número de empresas.
  • 1966 – Qualidade excepcional. Vinhos muito doces e ricos em taninos, alguns sublimes, com grande capacidade de envelhecimento. Quase todas as empresas declararam. Inverno normal, com alguma chuva, mas depois ano seco entre Abril e Setembro. Uvas com alto teor de açúcar, algumas queimadas. Apenas choveu levemente no início das vindimas (final de Setembro). Pouca produção.
  • 1963 – Um Vintage clássico, intenso e equilibrado, retinto, frutado e com grande capacidade de envelhecimento. «Um Vintage apoteose», no dizer de Chantal Lecouty. Quase todas as empresas declararam. Grande produção. Inverno normal e Primavera fria e chuvosa, mas com bom tempo na floração. Verão quente e seco. Chuviscou apenas antes das vindimas. Durante a vindima (finais de Setembro), tempo perfeito, com dias de muito calor e noites frescas.
  • 1960 – Qualidade excelente, com vinhos elegantes e doces, com boa estrutura e com muita cor e corpo.. Quase todas as empresas declararam. Ano muito quente e com maturação precoce. As vindimas começaram na segunda semana de Setembro, primeiro com tempo quente, mas com chuva miudinha e frio após 24 de Setembro, o que prejudicou as vindimas mais atrasadas.
  • 1958 – Apesar da humidade do ano, houve alguns vinhos excelentes, com aroma e paladar muito finos. Após o Verão frio e chuvoso, o início do Outono foi muito quente e as vindimas decorreram em condições perfeitas. Algumas firmas não declararam pela proximidade do excelente Vintage de 1955.
  • 1955 – Qualidade excelente. Vinhos harmoniosos, encorpados, retintos e muito frutados. Quase todas as empresas declararam. Inverno chuvoso. Verão quente.
  • 1950 – Um vinho delicado e doce. Chamaram-lhe «the lady’s vintage». Verão frio. Vindimas atrasadas, mas em condições de tempo perfeitas.
  • 1948 – Um Vintage clássico. Ano quente. Vindima feita com tempo muito quente (atinge 45° C). Muitas uvas passadas e muito doces, no Cima Corgo, de tal forma que foi difícil, em certos casos, controlar a fermentação. Pouca quantidade. Vinho muito doce e encorpado. Suckling diz que é um daqueles «vinhos mágicos», feitos para durar cem anos ou mais.
  • 1947 – Vintage excepcional, elegante e muito fino. Ano com condições de tempo ideais. A produção foi maior do que se esperava.
  • 1945 – Vintage clássico, encorpado, retinto e doce, com grande concentração de fruto e taninos. Primeiro Vintage do pós-Guerra. Engarrafado em Portugal, devido às restrições inglesas. Quase todas as empresas declararam. Ano de baixa produção. Ano seco, com Verão muito quente, apenas com algumas chuvas em finais de Agosto. As vindimas começaram cedo, na primeira quinzena de Setembro.
  • 1942 – Qualidade excelente, elegante e frutado. Primeiro Vintage engarrafado quase exclusivamente em Portugal, devido à Guerra. Escassa produção.
  • 1935 – Um Vintage clássico, mas algumas empresas não declararam, por terem declarado o do ano anterior (exemplo de um «split Vintage»). Vinho harmonioso, com riqueza de aromas frutados e rico em taninos. Inverno seco, Primavera anormalmente fria, com algumas geadas. Floração e frutificação tardias. Verão inconstante, mas vindima em condições ideais. Em 1937, a Sandeman engarrafou totalmente o seu Vintage 1935, comemorando, simultaneamente, o Jubileu de George V (1935) e a Coroação de George VI (1937), através de dois medalhões alusivos gravados nas garrafas.
  • 1934 – Qualidade excepcional, maduro e frutado, apesar de ser um ano de tempo inconstante. Inverno seco, Primavera chuvosa. Floração e frutificação tardias. Julho muito quente. Algumas chuvas em Setembro. Vindima tardia no início de Outubro, com tempo ideal.
  • 1931 – Uma novidade excepcional, uma das melhores do século, com vinhos ricos em aromas frutados e taninos, com grande capacidade de envelhecimento. Mas poucas casas declararam, devido à crise internacional que provocou uma redução da procura dos vinhos caros; muitos stocks do excelente vintage de 1927 ainda estavam por vender. Distingue-se o primeiro Vintage do Noval com a designação Nacional, considerado, em 1999, pela revista americana Wine Spectator um dos 12 melhores vinhos do mundo do século XX. O Inverno foi seco e o Verão excepcionalmente frio e seco, incluindo o mês de Agosto. Em Setembro, o tempo aqueceu e caiu alguma chuva. Vindima tardia, no final de Setembro, com tempo ideal. Apesar do tempo ter sido bastante irregular, fizeram-se alguns vinhos notáveis.
  • 1927 – Um clássico, dos melhores Vintage do século, retinto, com grande concentração e equilíbrio de aromas. Foi também uma das maiores colheitas de sempre. A chuva que caiu no final de Setembro foi benéfica. Vindima tardia, no início de Outubro, com tempo muito quente. Uvas muito maduras, algumas queimadas Todos os exportadores declararam, produzindo quantidades acima do normal. Exportado em 1929, coincidiu com a Grande Depressão e os negociantes de Londres tiveram dificuldade em vendê-lo. Uma parte deles foi usada, em Londres, para fazer lotações de vinhos do Porto correntes.
  • 1924 – Vintage excelente, retinto, com bom corpo e aroma. Quase todas as grandes casas exportadoras declararam. Verão excepcionalmente frio. Alguma chuva em Setembro, mas as vindimas, no final desse mês, decorreram com bom tempo. Escassa produção.
  • 1922 – Vintage excelente, em cor, corpo e força, muito delicado. Quase todas as grandes casas exportadoras declararam. Vindima tardia no início de Outubro, com bom tempo.
  • 1920 – Vintage excelente, muito elegante, equilibrado, frutado. Primeiro Vintage depois da Grande Guerra. Quase todas as empresas declararam. Primavera com mau tempo. Abril muito frio e chuvoso, com trovoadas, Junho com um surto de míldio. Vindima tardia, no início de Outubro, depois de um Verão quente. Novidade escassa.
  • 1917 – Grande Vintage, rico em aromas e taninos, encorpado e com muita cor. Muitas empresas declararam. Outras não o fizeram, devido à conjuntura de guerra. Primavera tardia e Verão muito quente e seco, apenas com alguma chuva em Setembro. Vindima tardia, na segunda semana de Outubro, com tempo ideal. Algumas uvas queimadas. Bom ano em qualidade e quantidade.
  • 1912 – Um Vintage clássico, encorpado, com concentração e harmonia de fruto e taninos. Quase todas as empresas declararam. Ano excepcional em qualidade e quantidade.
  • 1911 – Um grande Off-Vintage: a Sandeman declarou, isoladamente, o «Vintage Coronation», em comemoração da subida ao trono de Jorge V. Uma excepção num ano geralmente fraco. Segundo Ernest Cockburn, este Vintage da Sandeman «será recordado durante muito tempo como um exemplo de tudo o que há de superior no Vintage Port». Vindima tardia, em Outubro, com muito calor, depois de algumas chuvas torrenciais no final de Setembro. Uvas muito maduras, atingindo em algumas zonas do Cima Corgo mais de 16°, mas algumas já passas ou podres. Poucos vinhos bons, com muita cor, corpo e doçura.
  • 1908 – Grande Vintage, fino, equilibrado, retinto e encorpado, muito maduro e com um aroma tradicional de «café torrado». Todas as empresas declararam. Inverno frio, Primavera e Verão muito quentes, em especial no tempo da vindima (finais de Setembro), de tal forma que alguns produtores tiveram problemas para controlar a fermentação do mosto.
  • 1904 – Vintage elegante» e frutado, mas pouco retinto. Todas as empresas declararam. Devido à dificuldade de arranjar aguardente em Portugal, muitos vinhos foram fortificados com aguardente alemã e álcool de cereais ou batata. Ano seco, com chuvas leves em meados de Setembro que foram benéficas para refrescar as uvas. As vindimas feitas logo a seguir decorreram com bom tempo. Uvas muito maduras. Vindima muito abundante.
  • 1900 – Grande Vintage, em qualidade e quantidade. Vinhos delicados e harmoniosos embora com menos cor e corpo que os Vintage mais famosos. Quase todas as empresas declararam. Vindima tardia, no final de Setembro – início de Outubro, com bom tempo, depois de alguns dias de chuva.
  • 1897 – Vintage excelente, de cor e sabor notáveis, segundo alguns enófilos melhor que o de 1896, mas poucas empresas declararam, dado terem feito Vintage no ano anterior. As primeiras vindimas foram feitas com tempo muito quente, provocando fermentações muito rápidas em alguns lagares. Depois, o tempo arrefeceu e a qualidade do mosto melhorou. Segundo Warner Allen, os melhores 1896 tinham algum 97 adicionado. Houve falta de aguardente para beneficiar os vinhos. Fazem-se importações de álcool e aguardente da Islândia, Dinamarca e Alemanha. A Sandeman fortificou o seu Vintage 97, considerado lendário, com Whisky escocês.
  • 1896 – Vintage excepcional. Todas as empresas declararam. Vinhos pouco maduros na altura da vindima (que começou cedo, na primeira quinzena de Setembro), com menos cor e corpo do que o normal numa grande novidade. Mas desenvolveram surpreendentemente bem em garrafa.
  • 1894 – Bons vinhos, mas pequenas quantidades. Muitas vinhas atacadas pelo míldio. Muitas empresas declararam. Dificuldade de arranjar aguardente. Alguns vinhos fortificados com aguardente dos Açores, mas nos melhores continua a usar-se aguardente do Douro. Verão quente e seco, com alguma chuva no final de Setembro. Vindimas tardias no início de Outubro, com tempo ideal.
  • 1892 – Alguns bons vinhos, mas pequenas quantidades. Muitas empresas declararam. Dificuldade de arranjar aguardente. Alguns vinhos fortificados com aguardente dos Açores. Verão quente e seco. Uvas muito maduras de tal forma que em alguns lagares houve dificuldade em controlar a fermentação.
  • 1890 – Alguns bons Vintage, um pouco leves e secos. Poderia ter sido melhor se a vindima tivesse sido um pouco atrasada. Vaga de calor no início de Setembro, seguida de chuvas em meados do mês, mas as vindimas decorreram com tempo perfeito. Produção escassa. Muitas empresas declararam.
  • 1887 – Vintage « Queen Victoria’s Jubilee», Verão quente, vindimas realizadas em condições ideais, com dias quentes e noites frescas. Todas as empresas declararam. Houve quem considerasse um dos melhores anos do século XIX, comparável a 1834. Produção escassa.
  • 1884 – Alguns grandes Vintage. Muitas empresas declararam. Julho muito quente. Chuvas no fim de Agosto provocaram grande quantidade de «podre». Vindima tardia. Os vinhos revelaram-se melhores do que se esperava. Produção escassa devido à filoxera.
  • 1881 – Vinhos que prometiam tornar-se excelentes quando foram engarrafados mas muitos deles revelaram-se uma desilusão. Muitas empresas declararam. Vários exportadores consideravam que, devido à filoxera, no futuro não se fariam mais Vintage.
  • 1878 – Vintage excepcional, muito fino. Todas as empresas declararam. Ainda muito bom, em 1978, segundo Ben Howkins. Em Julho as notícias do Douro, segundo Ernest Cockburn, eram alarmantes, antecipando uma vindima tardia e muito pequena, devido à filoxera. Tempo inconstante durante Julho e Agosto, mas as vindimas, feitas a partir de meados de Setembro, decorreram com óptimo tempo. Mas, no Cima Corgo, produção muita escassa, metade da do ano anterior. Muitos proprietários decidem não voltar a cultivar as suas vinhas.
  • 1875 – Bons Vintage, finos e elegantes, sobre o seco, mas revelaram-se aquém das expectativas, amadurecendo depressa. Todas as empresas declararam. Verão quente e seco. Uvas quase passas com grande teor de açúcar. Produção escassa, devido ao avanço rápido da filoxera.
  • 1873 – Grande Vintage, com características de doçura. Quase todas as empresas declararam. Vindima tardia, em condições de tempo ideais.
  • 1872 – Excelente Vintage, com vinhos muito finos e ricos que provaram ser melhores do que inicialmente se esperava. Muitas empresas declararam e outras não o fizeram porque optaram por privilegiar o ano anterior.
  • 1870 – Grande Vintage, muito fino e encorpado, comparável segundo alguns negociantes, ao de 1834. Todas as empresas declararam. Produção escassa.
  • 1868 – Um dos Vintage mais finos do século XIX, muito ricos e fortes. Ano muito quente. Em Agosto as uvas pareciam queimadas e o ano condenado. Mas uma chuva fina caída antes das vindimas salvou a colheita. Todas as empresas declararam.
  • 1865 – Alguns vinhos bastante bons. Muitas empresas declararam.
  • 1863 – Grande Vintage, um dos melhores anos na história do Vinho do Porto, segundo Ernest Cockburn. Ano muito quente até fins de Agosto. Todas as empresas declararam.
  • 1861 – Alguns vinhos muito bons.
  • 1860 – Ano com bons vinhos.
  • 1858 – Um dos grandes Vintage do século XIX, muito encorpado. Vindima precoce, no início de Setembro.
  • 1854 – Alguns vinhos muito bons.
  • 1853 – Ano muito chuvoso, sem Primavera. Má floração e Oídio. Mas nas encostas mais fragosa houve algum vinho muito fino.
  • 1851 – Vintage excelente, muito fino, comparável, segundo Forrester, à novidade de 1820.
  • 1850 – Alguns bons vinhos.
  • 1847 – Grande Vintage. Vindima tardia.
  • 1844
  • Vinho fino, excelente novidade.
  • 1842 – Vinhos excelentes. «Grande procura de vinhos encorpados, doces e com muita cor», segundo Forrester.
  • 1840 – Grande Vintage. «Vinhos geralmente puros e secos», muito finos, segundo Forrester.
  • 1834 – Vintage famoso, muito fino, um dos melhores do século XIX.
  • 1830 – Alguns vinhos excelentes.
  • 1827 – Alguns vinhos muito bons.
  • 1822 – Alguns vinhos bons comparáveis com os da novidade de 1821, mas só onde as vindimas foram feitas cedo.
  • 1821 – Excelente Vintage em qualidade e quantidade. O «Juízo do Ano» da Companhia considera que «a dita novidade tem madureza, bom cheiro e gosto, e que se aproxima à do ano pretérito de 1820, com a qual a comparam, posto que com menos alguma cor, e madureza; observando contudo haverem tonéis de vinho de qualidade ainda mais superior à dita Novidade passada … ».
  • 1820 – Uma «excelente novidade…em que todos os vinhos foram naturalmente(e fora do costume) cheios, doces e saborosos» (Forrester), mas pouca quantidade.
  • 1815 – Waterloo Port» um dos grandes Vintages do século XIX. Vintage-sensação nas grandes Exposições Internacionais da segunda metade de Oitocentos, ainda era comercializado nos anos trinta do nosso século.
  • 1812 – Excelentes vinhos, «muito finos».
  • 1811 – Vintage «Comet». Ano de grande «esterilidade» e de guerra.
  • 1810 – Alguns vinhos muito bons, com aroma e paladar finos, mas pouco encorpados.
  • 1806 – Excelente Vintage.
  • 1802 – Alguns vinhos muito bons.
  • 1798 – Vinhos de grande qualidade, segundo alguns melhor que a de 1786, mas Henderson considera que o vinho deste ano foi «muito mau».
  • 1797 – Henderson considera o vinho deste ano«muito mau, Tawny» mas, segundo o Juízo do Ano da Companhia, a qualidade foi razoável. Ano de grande produção, com alguns vinhos excepcionais. Em 1809, durante as invasões francesas, num jantar com Wellington, em Torres Vedras, G. Sandeman referiu-se a este vinho como «o mais fino de todos». Um dos convidados, o General Calvert, pediu a Sandeman para lhe enviar para Inglaterra duas pipas desse vinho, uma delas para oferecer ao Duque de York, Comandante Chefe do Exército Britânico. Desde então, o Sandeman 1797 ficou conhecido como «Porto Duque de York ».
  • 1796 – Boa novidade.
  • 1790 – Algum vinho muito bom. Segundo a Sandeman, foi o primeiro Vintage engarrafado em 1792 por George Sandeman, coincidindo com o início da atividade da empresa em Londres. Em finais do século XIX, ainda aparecem à venda garrafas de vinho desta novidade. Escassa produção.
  • 1786 – Vinhos muito finos. Produção escassa.
  • 1784 – Vinhos de boa qualidade. Produção escassa, embora o Juízo do Ano da Companhia tenha declarado «ano abundante».
  • 1781 – Algum vinho muito bom.
  • 1780 – Considerado um bom ano, quer em qualidade quer em quantidade, embora inferior à colheita excelente do ano anterior.
  • 1779 – Segundo o juízo do ano, emitido pela Companhia, vinho de “qualidade superior”, que «raras vezes costuma haver». Grande produção.
  • 1775 – Vintage excepcional, muito fino, semelhante ao de 1765. Segundo alguns autores ingleses, trata-se do primeiro vinho do Douro exportado para Inglaterra a poder reclamar o título de verdadeiro “Vintage Port”.
  • 1765 – Ano de Grande qualidade. Vinho “memorável”. Primeiro Vintage a aparecer num catálogo da Christie’s em 1768.
  • 1756 – Vinhos de boa qualidade, a contrastar com as péssimas novidades dos anos anteriores. Em finais do século XIX (1896), a Companhia Vinícola do Norte de Portugal tinha à venda garrafas deste vinho, pertencentes à sua frasqueira particular.

FONTE: www.ivdp.pt/index.asp

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